Orlando 11.0
fevereiro 26, 2009
Não que eu saiba como vai a vida de vocês. Não que vocês se importem. Ou eu. Mas eu to muito sem ter o que fazer, por isso eu resolvi escrever. Não que eu deva satisfações, também.
O natal ta chegando. Eu meio que queria estar em casa.
Enfim. Sabe aquela história de olhar o mundo com positividade e não falar mal de ninguém pelas costas mas sim, adotar uma postura positiva com relação a todos? Então, essa merda hippie não serve para mim. Ta na minha natureza falar mal das pessoas e repetir o que eu disse na cara delas através de ironias, só para ver até onde elas chegam. Normalmente, eu estou certa sobre as tais pessoas e elas não chegam a lugar nenhum e ficam me olhando com cara de UÉ.
Tudo isso pra falar que eu vou arrancar as costelas da Karen e usá-las como chapéu. VAI PRA PUTA QUE O PARIU. Ela é uma MORTA, gente, completamente morta. Sente só: A louça tava um puta zona, porque eu, a Mayra e a Lari tivemos que sair voando para o trabalho, era day off dela, custava a féladaputa gastar meia hora e dar um jeito na louça? Aparentemente, sim. Porque eu voltei, tinha, além de tudo o que nós três tínhamos usados RESTOS DE CARNE DE SOJA NUM POTINHO. Eu não confio em pessoas que comem carne de soja: NÃO É CARNE, É SOJA! PÁRA DE SE ENGANAR!
A questão é que a louça continuava lá. E quem arrumou no final das contas fui eu, porque eu liguei pro trabalho e disse que eu não ia porque estava doente. Eu realmente estou doente, mas a verdade, é que eu, a May e a Lari tínhamos ficado até quatro e meia da manhã conversando e eu tinha que acordar às sete.
Malandrona eu. Vim de Santos. Charlie Brown.
Aí eu peguei e fiz um Brownie. E linearidade na redação é coisa de gente retardada, acompanhem o meu raciocínio avançado e contentem-se, enfim, ai estávamos eu, o Amano e a Karen aqui em casa. Aí a karen vira pra mim e pergunta: Nossa! Mas que brownie maravilhoso! É com crispis de caramelo?
Ai o Amano me olhou, eu olhei para ele e a pergunta que pairava no ar era: crisps de caramelo? Comofas/
A questão é que a mina é uma porta de burra. Ah é! Aí ela queria abrir uma embalagem que tava colada com um esparadrapo e é aquele esparadrapo duro que não rompe por nada, sabe? Aí ela ficou minutos preciosos puxando aquela merda por todos os ângulos possíveis e imagináveis. E a cena dos caramelos se repetiu: eu olhei pra ele, ele me olhou e a pergunta que pairava no ar, dessa vez, era: meu caralho, como alguém pode ser tão ESTÚPIDO?
Aí eu não me contive e mandei ela cortar aquilo com uma faca. Sei lá, burrice crônica me irrita.
Ta, a questão é que eu voltei a odiar essa mina com o fogo de mil sóis, e o único motivo pelo qual eu não apavorei ela (MWAHAHAHA) é que eu prometi para a Lari que eu ia manter o ambiente do lar saudável até o natal.
Que é hoje. Então, amanhã eu posso ser vaca. ADORO.
Ah, hoje é natal. Eu to com saudades do Brasil, to mesmo, até chorei, coisa que eu não faço por saudades, mas mesmo se eu pudesse, eu não voltaria para o Brasil, não agora. Meu, vir pra cá foi a melhor coisa que eu fiz. Dá um desespero da porra ver que tu tem três dólares na carteira e que o seu paycheck só sai dali há cinco dias, mas eu aprendi bastante com isso. E a cuidar da casa e a cozinhar e tudo mais.
Quando eu voltar, eu quero um emprego, amei essa história de ter o meu dinheiro, da vontade de chorar de tanta felicidade quando tu compra um coisa com o fruto do seu esforço.
Bom, a questão é que hoje é natal, e eu entro no trabalho daqui há quatro horas e eu não jantei ainda. He.