Set? GO!
Abril 6, 2009
Eu odeio rodoviárias. E pontos de táxi. E aeroportos. E qualquer coisa que implique na partida de alguém, bem como a permanência de um outro alguém. Eu sou muito ruim para me desapegar, bom, em contrapartida, eu sou muito ruim para me apegar também, mas a questão é, eu me apego a algumas pessoas e eu, invariavelmente, preciso ir embora.
Então, novamente, eu estou indo. É amanhã. Eu venho planejando isto há quatro anos e o dia finalmente chegou, Alemanha, por seis meses.
Eu estou feliz, não me entenda mal, eu estou feliz mesmo e tenho um milhão de planos para quando eu voltar, mas eu não consigo deixar de pensar no que eu estou deixando para trás. Quero dizer, hipocrisias a parte, todo mundo é filho da puta e egocêntrico, eu inclusa, e eu não consigo deixar de pensar que, embora eu vá sentir falta de algumas pessoas e elas de mim, a vida continua. É perturbador pensar que as vidas das pessoas que te convenceram a confiar e a gostar delas, vai seguir quase intocada quando você for embora.
Parece que você não fez diferença alguma, que não mudou nada.
E então, você pensa que a sua vida também segue praticamente inalterada e que foi sua escolha deixar tudo para trás e tentar algo novo.
Mas de alguma maneira, em algum nível psicológico (psicologia tem níveis? Comofas/ Como funciona? Se eu chegar no level 11 eu ganho algum combo? Dúvidas que me mantém acordada durante a noite), isso me incomoda.
E eu não sou hipócrita o suficiente para dizer que não me incomoda, que não vêm me incomodando, que não vai me incomodar.
A minha sorte, é que eu vou ter muitas canecas de cerveja para me esquecer desta questão em particular. O meu azar, é que eu não gosto de cerveja.
FUCK YOU, MURPHY!!onze1″!!1
Da próxima vez, vou escolher o país pela bebida típica deles, pelo menos assim, eu vou poder esquecer o quanto eu odeio rodoviárias, pontos de táxi e aeroportos. E tudo o que eles representam. (DUTY FREE!)